Recipiente de Alimentos em Acrílico: Um prato cheio para o mercado (parte 3)

alimento em acrílico

alimento em acrílicoOportunidade para crescer

Ainda pouco explorado, o mercado de recipientes de alimentos em acrílico pode crescer, e muito, no Brasil. Quem afirma e garante são especialistas no mercado acrílico para alimentos. Quantos lojistas ainda não utilizam o acrílico para disposição e armazenamento de seus produtos?”, pergunta Lidia Maria Schuskel, diretora da Socitec. Milhares, talvez milhões seria a resposta se fosse possível contabilizar o comércio de todo o Brasil. Sem uma resposta concreta, é a própria Lídia que dá a dimensão da opor­tunidade. “É um mercado que consumiria milhares de toneladas de acrílico”, ela afirma.

Não se trata de exagero, mas de um fato confirmado por Daniel Irigoyen, proprietário da Oficina do Acrílico. De acordo com Daniel, a Oficina atende todas as redes de supermercados e sorveterias do Espírito Santo, além de muitas padarias e lojas de conveniência. “O mercado de alimentação é um dos que mais crescem e por isso torna-se uma excelente forma de prospecção e vendas”, afirma o empresário que, ao lado de Lidia, não despreza a oportunidade de investir neste mercado, quase sempre desprezado por outras empresas do setor.

Quem chama a atenção para a oportunidade é Felisberto Travassos, gerente comercial da CastCril, fabricantes de chapas acrílicas. Segundo Felisberto, a quantidade de chapas destinada a esse setor ainda é pequena. “A expansão desse mercado exige uma ação dos transformadores de peças”, diz Travassos. “Em qualquer supermercado é possível ver o acrílico sendo usado, mas, geralmente, como ponto-de-venda porque eles não sabem que, além de exibir, o material tem a propriedade de armazenar o alimento.” Rodrigo Cataldi, proprietário da Tudo em Acrílico, admite que falta empenho nas vendas para o setor. “É um mercado muito interessante, que representa cerca de 15% da nossa produção e se mantém estável”, ele afirma. “Ainda trabalhamos somente sob encomenda.”

Quem oferece uma luz para os interessados em desbravar esse mercado é Luís Vargas, gerente comercial da Unigel Plásticos. Para ele, o grande trabalho está na conscientização do usuário deste tipo de produto, que precisa conhecer me­lhor o acrílico e suas propriedades. Vargas estima que o atual mercado brasileiro para esta aplicação seja em torno de 250 toneladas por ano em chapas

Acrílico à mesa

Ao se falar em acrílico atóxicos para utilização com alimentos, o principal mercado é o de recipientes, mas o setor de utilidades domésticas desponta como uma gran­de oportunidade. Quem vem investindo no setor há dez anos é a Kaballa, que desenvolveu um portfólio amplo e vistoso para conquistar clientes de todo o Brasil.

Porta-copos, porta-guardanapos, saladeiras, copos, taças, canecas e jarras. Há uma infinidade de utensílios em acrílico para uso do­méstico. E todos estão no catálogo da Kaballa. Jones Pellini, diretor de marketing da empresa, conta que só trabalha com peças injetadas. A opção por esse processo é determinante, uma vez que a pro­posta da Kaballa é trabalhar com a comercialização de grandes quantidades a custos bastante interessantes. “Elegemos o acrílico para esse tipo de aplicação por causa do brilho, formas, possibilidades de cores, fácil higienização e segurança, qualidades que não encontramos em nenhum outro material”, afirma Jones, que ressalta a importância da durabilidade dos produtos. “Eles não são descartáveis, como muitos pensam, e podem durar até seis anos, se bem conservados.” O consumo em residências é um ponto forte da empresa, reforçado pelas ações de vendas no mercado hoteleiro e alguns bares e restaurantes.

O sucesso da Kaballa não está baseado apenas na escolha do mercado, mas também na estratégia de atuação comercial, na qualidade dos produtos e no investimento em comunicação e marketing. Hoje, é praticamente impossível alguém dizer que nunca viu um produto Kaballa. Desde a segunda edição Big Brother, a empresa fornece os copos e taças utilizadas pelos participantes do reality show da Rede Globo.

Fonte: Indac

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